Bacci 2026

Fim dos Privilégios

Por uma democracia de iguais. O fim dos donos do poder.

O Brasil de duas classes

Enquanto você acorda cedo, enfrenta filas no SUS e luta para pagar o aluguel, uma casta em Brasília vive em um Brasil diferente. A política não pode ser um refúgio de vantagens pessoais, mas um serviço público de excelência.

Hoje, o foro privilegiado e a aposentadoria especial criam cidadãos de primeira classe, protegidos da justiça comum e da realidade da previdência do trabalhador. Somam-se a isso verbas indenizatórias que chegam a R$ 45.279,87 mensais, muitas vezes usadas para autopromoção e campanhas permanentes disfarçadas de "divulgação".

Análise dos principais privilégios

1. Subsídio e autofixação

O subsídio dos deputados federais e senadores está em R$ 46.366,19 mensais (teto remuneratório). O problema não é o valor em si, mas a autofixação — o Congresso fixa a própria remuneração sem controle externo efetivo.

Proposta: vincular o reajuste a índice objetivo (IPCA ou subsídio do STF) e proibir expressamente a criação de parcelas indenizatórias que ultrapassem o teto.

2. Verba Indenizatória de Exercício Parlamentar

Teto mensal de R$ 45.279,87 para "divulgação da atividade parlamentar", combustível, hospedagem, segurança etc. É a verba com maior potencial de abuso, com fiscalização frágil.

Proposta: reduzir tetos, restringir rubricas a despesas estritamente comprováveis, exigir prestação de contas pública em formato aberto com validação por órgão independente.

3. Auxílio-Moradia

Benefício de R$ 4.253,00 mensais, cumulável com apartamentos funcionais já disponibilizados. Um dos exemplos mais claros de privilégio sem justificativa republicana.

Proposta: extinguir para quem ocupa apartamento funcional. Para os demais, condicionar ao recibo de aluguel e limitar ao efetivamente gasto.

4. Auxílio-Saúde (Plano Premium)

Custeio de plano de saúde privado de alto padrão para parlamentar e dependentes, com valores que podem chegar a R$ 5.000,00 mensais — enquanto o povo espera meses por uma consulta no SUS.

Proposta: limitar ao custo de plano padrão de mercado, excluir dependentes do custeio integral ou extinguir o benefício, remetendo o parlamentar ao SUS.

5. Foro Privilegiado

Direito de ser julgado pelo STF para crimes comuns. Na prática, gerou impunidade e morosidade, com prescrição frequente. A doutrina majoritária e o STF já reconheceram a necessidade de limitar o foro aos crimes praticados durante o mandato e em razão dele.

Proposta: restringir o foro por prerrogativa de função aos crimes praticados no exercício do mandato e em razão das funções. Idealmente, extinguir para crimes comuns praticados fora do mandato.

6. Aposentadoria Especial

Regimes de transição preservam direitos para quem ingressou antes das reformas, criando tratamento desigual entre gerações e entre parlamentares e cidadãos comuns.

Proposta: eliminar regras de transição que preservam aposentadorias especiais, submetendo todos ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) com contribuição integral e paritária.

7. Verba de "Divulgação da Atividade Parlamentar"

Rubrica mais propensa a abuso eleitoral, frequentemente usada para autopromoção e financiamento de campanha permanente disfarçada.

Proposta: extinguir ou restringir severamente a formatos institucionais padronizados, vedando uso em período eleitoral.

Reformas prioritárias

Efeitos esperados

Pelo fim dos privilégios, pela verdadeira República!

A união pela renovação

Este projeto não pertence a um homem, mas a todos que acreditam que o Rio Grande do Sul pode mais. É hora de ocupar os espaços políticos com seriedade, coragem e esperança.

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